Afinal, por que falamos tanto de Complexidade?

A cada 10 palavras mencionadas hoje em dia, 10 estão relacionadas a COMPLEXIDADE.


Mas o que, efetivamente, isso quer dizer? Complexidade vem do latim COMPLEXUS, isto é, aquilo que é TECIDO JUNTO.

Essa imagem, por si, já traz a ideia de coisas profundamente interconectadas.

A percepção de que o mundo se tornava cada vez mais complexo ganha força no início da década de 1970.

Imagine que até então (na verdade, até hoje!) uma das estratégias da ciência para investigar um fenômeno estava em retirá-lo de seu contexto e dividi-lo em partes (a fim de que cada área da ciência pudesse investigá-lo a partir de seu ferramental próprio).

Só que essa estratégia de dividir para analisar não estava sendo mais suficiente para se compreender uma sociedade cada vez mais interconectada, cada vez mais complexa.

O sociólogo Edgar Morin foi um dos grandes expoentes a chamar a atenção para isso. Segundo ele, um dos grandes paradoxos da ciência no séc. XX foi produzir enormes avanços em medicina, engenharia, química e física, mas se esquecer completamente dos problemas humanos e globais. Para ficar em apenas um exemplo, que tal pensar nas mudanças climáticas, que começaram a ser problematizadas justamente a partir da década de 1970?

Como explica Morin, estudar um fenômeno em sua complexidade significa compreendê-lo no seu contexto, suas partes atuando entre si e no todo, e o todo presente em cada uma das partes.

Pense no ser humano, que não pode ser dissociado de seus aspectos sociais, econômicos, religiosos, biológicos, psíquicos...

Ah, e se você pensou nos computadores como um dos principais responsáveis por isso tudo, você pensou certo! Afinal, foi na década de 1970 que a indústria dos microprocessadores deslanchou!

(A continuar...)
#complexity #teoriadacomplexidade #edgardmorin #climatechange #computerrevolution #cringe

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sobre sentidos, realidade e simulações

Sobre Redes, a origem da Internet e, de novo!, Complexidade

Ilíada e modelos (falhos) de liderança